• Áliston Meneses

Record e CNN afastam repórteres que tiveram contato com Bolsonaro; sindicato pede providências


A Record e a CNN Brasil anunciaram que afastaram os profissionais que estiveram em entrevista concedida por Jair Bolsonaro (sem partido), nesta terça-feira (7), em Brasília. Na ocasião, o presidente confirmou que testou positivo para o coronavírus.


Infectado, o político quebrou o isolamento social e ainda tirou a máscara na frente dos repórteres, que seguravam o microfone na entrevista.


Para o UOL, a Record informou que o repórter Thiago Nolasco ficará fora do trabalho por sete dias como medida de precaução e disse que todos os profissionais que tiveram contato com pessoas infectadas só retornam ao trabalho depois de fazer novo teste.


“Os colaboradores da Record que tiveram algum tipo de contato com pessoas que testaram positivo para a covid-19 ficam afastados e em observação por 7 dias e fazem o exame ao final do período. O retorno só acontece quando o exame tem resultado negativo”, afirmou o comunicado.


Já a CNN Brasil confirmou que afastou o repórter Leandro Magalhães e seu cinegrafista, Carlos Alberto de Souza. Eles só retornarão ao trabalho depois do resultado negativo de novo exame.


Além dos dois veículos, a TV Brasil também foi chamada pela equipe de Bolsonaro para a exclusiva sobre o resultado do exame, que foi realizado nesta segunda-feira (6).


Sindicato pede providências


Após a coletiva com o anúncio do presidente, o Sindicado dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJP-DF) pediu às empresas jornalísticas que suspendam a cobertura presencial no Palácio do Planalto.


A entidade afirma que o objetivo da medida é proteger os profissionais de imprensa que atuam no local. Segundo o sindicato, o presidente “colocou em risco os jornalistas e as equipes ao fazer o anúncio” na entrevista realizada hoje.


RD1

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