• Áliston Meneses

Papa emérito Bento XVI lança livro em que defende o celibato de padres


O Papa emérito, Bento XVI, lançou nesta segunda-feira (13) um livro em que defende o celibato de padres da Igreja Católica. É a terceira vez que o Papa emérito rompe o silêncio que prometeu manter depois da renúncia, em 2013, e a que mais incomoda para o Papa em exercício.


Num livro lançado nesta segunda-feira (13), Bento XVI declara que o celibato sacerdotal é indispensável, e que ele não pode ficar calado. Uma resposta ao sínodo da Amazônia, convocado por Francisco, que discutiu a possibilidade de homens casados se tornarem padres para poder levar a comunhão aos lugares remotos da floresta.


O livro foi escrito pelo Papa Bento XVI e pelo cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino, e um dos mais críticos ao Papa Francisco. Os autores afirmam que "ordenar homens casados representaria uma catástrofe pastoral, uma confusão eclesial e um ofuscamento da compreensão do sacerdócio".


Bento XVI fez questão de esclarecer, junto com o seu cardeal assistente, que eles são bispos obedientes ao Papa, e que estão longe de manobras políticas.


O Vaticano divulgou uma nota em que lembra que Francisco defendeu o celibato diversas vezes no passado, mas também afirma que o celibato nunca foi um dogma, e sim uma disciplina que representa um dom precioso.


Com este livro, Bento XVI pode tentar pressionar Francisco antes da publicação do documento final do sínodo, prevista para as próximas semanas, e que poderá abrir caminho para que homens casados se tornem padres na Amazônia. Com esta obra, a Igreja de Roma passa a ter dois Papas reinantes.


G1

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