• Áliston Meneses

Nova gasolina deve chegar aos postos da PB até novembro


As novas especificações da gasolina automotiva, estabelecidas pela ANP na Resolução nº 807/2020, passaram a ser obrigatórias desde a última segunda-feira (3). Essas novas particularidades aprimoram a qualidade da gasolina brasileira, proporcionam maior eficiência energética, melhorando a autonomia dos veículos pela diminuição de consumo, e viabilizam a introdução de tecnologias de motores mais eficientes, com menores níveis de consumo e emissões atmosféricas.


Segundo o diretor presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Aristides Hamad Filho, o mercado local está passando por uma adequação e, dentro de até 90 dias, conforme estabelece a resolução, o novo combustível deve estar sendo comercializado no estado. Ele informou ainda que a Petrobras ainda não divulgou nova tabela de preços e, portanto, ainda não foi registrado aumento no valor cobrado pelo combustível.


Publicada em janeiro deste ano, a resolução deu prazo até 3 de agosto para os produtores de combustíveis se adequarem às regras. Assim, a partir de agora, toda a gasolina produzida no país e importada deverá atender às novas especificações. Será dado prazo adicional de 60 dias para as distribuidoras e de 90 dias para os revendedores se adequarem, permitindo o escoamento de possíveis produtos comercializados até o último domingo (2) ainda sem atender integralmente às novas características.


Novas características

A revisão da especificação da gasolina automotiva contempla, principalmente, três pontos. O primeiro é o estabelecimento de valor mínimo de massa específica (ME), de 715,0 kg/m3, o que significa mais energia e menos consumo.


O segundo é valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% (T50) para a gasolina A, de 77,0 º C. Os parâmetros de destilação afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.


O terceiro ponto é a fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), já presente nas especificações da gasolina de outros países. A fixação de tal parâmetro mostra-se necessária devido às novas tecnologias de motores e resultará em uma gasolina com maior desempenho para o veículo.


Existem dois parâmetros de octanagem – MON (Motor Octane Number) e RON. No Brasil, só era especificada a octanagem MON e o índice antidetonante (IAD), que é a média entre MON e RON. O valor mínimo de octanagem RON, para a gasolina comum, é 92, desde 3 de agosto de 2020, e será 93, a partir de 1º de janeiro de 2022. Já para a gasolina premium, é de 97, já a partir dessa última segunda-feira.


A iniciativa é resultado da realização, pela ANP, de estudos e pesquisas dos padrões de qualidade, considerando o acompanhamento das especificações e harmonizações internacionais, bem como de amplos debates com os agentes econômicos do mercado de combustíveis. Atende aos atuais requisitos de consumo de combustível dos veículos e de níveis de emissões progressivamente mais rigorosos, considerando cenário futuro das fases L-7 e L-8 do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve – Ibama) e do Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística (Governo Federal).


Além de estabelecer as novas especificações da gasolina, a Resolução ANP nº 807/2020 determina as obrigações quanto ao controle da qualidade a serem atendidas pelos agentes econômicos.


Redação / Portal Correio



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