• Áliston Meneses

Governo chamará 7.000 militares da reserva para tentar reduzir fila do INSS


O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou nesta 3ª feira (14.jan.2019) medidas para diminuir a fila de espera para a concessão de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Entre elas está a contratação emergencial temporária de 7.000 militares da reserva –ao custo de cerca de R$ 14,5 milhões por mês. A implantação das mudanças deve terminar em abril. A partir daí, o governo espera que o atendimento seja normalizado em 6 meses.

Marinho explicou que há atualmente 1,3 milhão de requerimentos de benefícios atrasados. Isso quer dizer que eles estão pendentes há mais de 45 dias. A partir desse prazo, o governo começa a pagar correção monetária aos valores devidos aos cidadãos que tenham o direito àquele benefício.

-O estoque não será zerado. Tem 988 mil pedidos entrando todo mês. Mas pretendemos, todo mês, ter número de requerimentos da mesma quantidade que temos capacidade de processar-, afirmou.

Contando todos os pedidos, mesmo os dentro do prazo, a quantidade chega a aproximadamente 1,9 milhão. O pico do estoque foi o mesmo em junho de 2019, com mais de 2 milhões de requerimentos no mês.

Uma das justificativas para o aumento do estoque atrasado foi a alta na procura pelos benefícios por conta da iminência da aprovação da reforma da Previdência, que endureceu as regras para a aposentadoria.

Outro motivo alegado para o acúmulo de pedidos foi a baixa no quadro de servidores do INSS. Segundo o órgão, cerca de 7.000 funcionários se aposentaram de 2018 a 2019. Ainda assim, Marinho e o presidente do INSS, Renato Rodrigues Vieira, ressaltaram que a produtividade do ano passado foi a melhor de toda a história.

Segundo Vieira, seriam necessários pelo menos 2.100 novos profissionais –além dos 7.000 militares– para que a expectativa dos 6 meses se cumpra.

Com a entrada dos profissionais temporários no atendimento direto ao público, os servidores especializados seriam deslocados para a análise de benefícios, aumentando a produtividade.

Já sobre os recursos empregados, cerca de R$ 14,5 milhões por mês, serão remanejados dentro do próprio orçamento da secretaria de Previdência. Além disso, segundo Marinho, o custo seria compensado pela economia do governo em não atrasar os pedidos em mais que 45 dias.

Outras medidas para a melhora na produtividade do órgão também foram anunciadas. Além da contratação emergencial, o governo vai simplificar e desburocratizar o atendimento, restringir a cessão de servidores da instituição para outros setores do Executivo e instituir uma força-tarefa de perícia em servidores do INSS afastados. São 1.514, dos quais 2/3 deles poderiam voltar ao trabalho, segundo Marinho.

Poder 360

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