• Áliston Meneses

Fundador da Anvisa pede cautela com a ButanVac



O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto acha irreal o prazo do Butantan de disponibilizar a 40 milhões de doses da ButanVac, novo imunizante desenvolvido no Brasil, a partir de julho.


O fundador da Anvisa acredita que os estudos de fases 1,2 e 3 devem demorar, no mínimo, seis meses.


Vecina Neto explicou as diferenças entre a CoronaVac, que é feita a partir do vírus inativado, e a ButanVac, desenvolvida através da tecnologia do imunizante contra a gripe.


Segundo o professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, mesmo que a ButanVac tenha uma porcentagem de eficácia maior do que as outras, o Brasil deve continuar comprando vacinas: “Não é um processo individual, é coletivo, por isso que a imunidade de rebanho precisa ser construída e mais imunizantes precisam ser comprados”.


Segundo o médico, todos os processos de vacina são demorados e é preciso ter paciência com os avanços do imunizante do Instituto Butantan.


“A produção nacional pode e deve ajudar a longo prazo, mas precisamos avançar com os imunizantes que temos a disposição”, afirmou Gonzalo Vecina Neto.


Questionado sobre a campanha de vacinação contra a gripe, Vecina reiterou a capacidade do Brasil de ter um programa de imunização forte e que é possível manter campanhas contra a gripe e contra a Covid-19 simultaneamente. “Podemos vacinar 36 milhões de pessoas por mês, no país todo”.


Quem está tomando a vacina contra a Covid-19 só poderá tomar a vacina da gripe 30 dias depois, segundo orientações do Ministério da Saúde.


“Precisamos de uma campanha de conscientização forte para que a população tenha disposição para tomar as duas vacinas, principalmente para divulgar essa orientação de ter 30 dias entre os dois imunizantes”, acrescentou o médico sanitarista.




Band News


Veja mais notícias no Aconteceu PB.