• Áliston Meneses

Exército decide encerrar processo contra Pazuello por participação em ato político



O Comandante do Exército, general Paulo Sérgio, decidiu encerrar o processo contra o general e ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que participou de um evento político ao lado presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Rio de Janeiro há algumas semanas. O gesto se configura uma transgressão disciplinar.


Em nota divulgada nesta quinta-feira, 3, o Centro de Comunicação do Exército justificou que Comandante do Exército "analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do General Pazuello e, em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado".


No dia 24 de maio, o Exército decidiu abrir um processo administrativo contra o ex-ministro da Saúde e general da ativa Eduardo Pazuello pela participação do ato no Rio de Janeiro com o presidente Jair Bolsonaro. Sem máscaras, eles provocaram aglomeração em um passeio de moto.


Na ocasião, a cúpula do Exército afirmou que Pazuello seria investigado por ter violado o Regulamento Disciplinar do Exército, que prevê punição para “quem manifestar-se publicamente, militar da ativa, sem que esteja autorizado a respeito de assuntos de natureza político partidária”.


O ministro da Defesa, general da reserva Walter Braga Netto, e o comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, se reuniram para discutir o gesto do general da ativa. O Comandante do Exército ouviu Pazuello e tomou a decisão de não puní-lo.


O gesto de Pazuello não foi bem recebido por nomes ligados ao Exército. O general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria de Governo, caracterizou como “péssimo para o Brasil” a participação de Pazuello na protesto.


O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, defendeu que membros da ativa das Forças Armadas sejam “devidamente punidos” caso participem de manifestações, independente da ideologia política. A declaração foi feita durante reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.


O vice-presidente, general Hamilton Mourão também classificou como um "erro" a participação de Eduardo Pazuello no evento.





Redação, com A Tarde


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