• Áliston Meneses

Escolas particulares da Paraíba se preparam e podem retomar aulas presenciais em setembro


O Conselho Estadual de Educação deve discutiu na próxima terça-feira (28) um protocolo oficial para a retomada das aulas presenciais nas escolas públicas e particulares da Paraíba, com a flexibilização das medidas de isolamentos social adotadas em meio a pandemia do novo coronavírus. O protocolo foi elaborado pela Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Teconologia.

A retomada das aulas presenciais têm sido avaliada e ganhado respaldo nos últimos dias, com a flexibilização do isolamento social e volta de alguns setores da economia, a exemplo do comércio, serviços e atividades autônomas na Capital e no restantes dos municípios paraibanos.

O Sindicato das Escolas Particulares de João Pessoa afirma que o setor está preparado e adotará todas as medidas necessárias de higienização e segurança sanitária para evitar que os alunos, professores e funcionários sejam contaminados pelo novo coronavírus, com o retorno das aulas presenciais a partir de setembro.

Mas o governador João Azevêdo é quem vai avaliar e decidir se o momento é propicio para a retomada das atividades escolares no Estado.

O presidente Odésio Medeiros, do Sindicato das Escolas Particulares de João Pessoa, garantiu que as unidades escolares estão tomando as providências necessárias para um possível retorno das aulas presenciais em meio a pandemia. “As escolas estão aptas a abrir suas portas com toda segurança e seguindo as orientações da Secretaria de Saúde, da Prefeitura e do Governo do Estado. O que ocorre é que o coronavírus ainda está em ascendência na Paraíba e é temerário começar porque não estamos ainda curados da pandemia”, afirmou. 

No entanto Odésio Medeiros admitiu que a abertura das escolas vai depender da avaliação e decisão das gestões municipal e estadual. “Eu vi uma entrevista do prefeito que seria em setembro”, frisou. Segundo ele, as escolas vão adotar ações importantes e necessárias para evitar o contágio e disseminação do vírus, utilização de termômetro para aferir a temperatura das pessoas que entrarem nas escolas, higienização dos espaços, obrigação do uso de máscaras pelos funcionários e alunos, além de conscientização pela necessidade de se manter o distanciamento social.

Nesse período de pandemia, o presidente do Sindicato, revelou que as escolas de menor porte tiveram que demitir funcionários porque não tinham como arcar com os custos, uma vez que muitos pais e responsáveis não tinham como pagar as mensalidades.  

Já o presidente do Conselho Estadual de Educação da Paraíba, Carlos Enrique Ruiz Ferreira, informou que não há confirmação para o retorno das aulas presenciais. “Essas informações não conferem e quem vai definir o retorno das aulas de forma presencial, seja do ponto de vista das instituições privadas quanto da rede pública, é o governador”, assegurou.

Carlos Enrique confirmou que o Conselho vai se reunir na próxima semana para discutir um protocolo voltado para o setor de ensino educacional do Estado. “Nesse momento estamos discutindo um documento de retorno as aulas, que foi elaborado pela secretaria de Educação e vai ser discutido na próxima terça-feira no Conselho Estadual de Educação. Assim estamos procedendo com esse debate, de maneira bastante democrática, com diálogo necessário para que tenhamos o melhor protocolo de retorno as aulas presenciais”, declarou.

Redação

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