• Áliston Meneses

Dia da Consciência Negra: Bolsonaro ganha camisa histórica do Santos autografada por Pelé

No dia da Consciência Negra, governo fará apenas um seminário pelas redes sociais para debater a igualdade de oportunidades.



Pelas redes sociais, o jogador Pelé postou uma foto com a camisa histórica do Santos com uma dedicatória ao presidente Bolsonaro, que pouco depois das 7 da manhã a compartilhou no Twitter desejando um "bom dia a todos".


A falta de homenagens do governo federal ao Dia da Consciência Negra, celebrado nesta sexta-feira (20.11), gerou desconforto entre ativistas e especialistas que consideram o desprezo uma forma de negar o racismo no país e um ataque direto a movimentos do setor.


Pelas redes sociais, o presidente da Fundação, Sérgio Camargo, disse que "Nossa consciência é humana" e postou uma frase do ator Morgan Freeman.


Já a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, fará um seminário chamado de "Juntos Pela Igualdade de Oportunidades", que será transmitido pelo Facebook da pasta.

Declarações racistas O projeto Quilombolas contra racistas mapeou, entre 1º de janeiro de 2019 e 06 de novembro de 2020, notícias dos principais órgãos de comunicação, notícias postadas na internet e redes sociais para uma amostra ilustrativa dos discursos racistas. Na comparação entre os anos, o número aumentou 106%, saindo de 16 manifestações em 2019, para 33 casos este ano. Foram identificados cinco tipos principais de discursos racistas: Reforço de estereótipos racistas, Incitação à restrição de direitos; Promoção da supremacia branca; Negação do racismo; e Justificação ou negação da escravidão e do genocídio. Os discursos mais recorrentes reforçam estereótipos racistas (18 casos) e incitam à restrição de direitos, principalmente de quilombolas (15 casos). Entre os autores, o Presidente da República e deputados estaduais proferiram 12 discursos cada, seguidos por cargos de direção e assessoramento do governo federal, como ministros, secretários e presidentes de autarquias, com 11 manifestações racistas. Na sequência, deputados federais (6), vereadores (5) e membros do sistema de justiça, juízes e procuradores (3).






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