• Áliston Meneses

Cinzas recolhidas de queimadas de biomas brasileiros viram arte em São Paulo

Em vez do lavrador, um brigadista.


Um artista usa as cinzas produzidas pelas queimadas misturadas com tinta e cria um grande mural em São Paulo.

A obra é uma releitura de um quadro de Portinari e, também, um alerta sobre as queimadas que ameaçam nossos biomas. O cinza das queimadas alcançou o centro de São Paulo — e se misturou à paisagem quase sem cor. É a cidade grande escancarando a destruição da mata num painel de mil metros quadrados. Uma pintura e um protesto de Mundano, artista e ativista nascido e criado na cidade, na floresta de concreto.


Mundano usou as cinzas do Pantanal, do Cerrado, da Amazônia e da Mata Atlântica para reviver uma das obras mais importantes do pintor modernista Candido Portinari, "O Lavrador de Café".


No lugar do trem, caminhões levando toras de madeira. As nuvens do céu viraram fumaça, que mandam um sinal, "SOS", "socorro". Na ampulheta, a urgência do tempo.


Foram pouco mais de duas semanas para o trabalho ficar pronto. Antes, outras três viajando dez mil quilômetros para recolher as sobras das queimadas.




Redação


Veja mais notícias no Aconteceu PB.

cartão logo.jpg
giphy.gif