• Áliston Meneses

Caso Henry: Polícia descarta participação do pai de Henry Borel, na morte da criança



Para a polícia, as imagens das câmeras do elevador confirmam que os ferimentos que causaram a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, ocorreram depois que ele chegou à casa da mãe, Monique Medeiros, e do padrasto, o vereador Doutor Jairinho. Fontes do jornalismo da Band relatam que, depois da analise da gravação, foi descartada a participação de Leniel Borel na morte do filho.

O perito Nelson Massini concorda com a investigação policial.


“O menino foi entregue sem nenhuma lesão daquelas que foram indicadas, porque todas elas tirarem a consciência, a hemorragia seria muito severa e [ele] não teria forças”, analisou.


O laudo do IML apontou várias lesões e a causa da morte como hemorragia interna e laceração do fígado. Na última segunda (30), uma nova pericia foi feita no apartamento do casal, que nega qualquer agressão.


O trabalho durou cerca de três horas. Como já passaram mais de 20 dias da morte da criança, o foco dos peritos foi fazer uma analise técnica: estudar e medir a distancia dos moveis para o chão e avaliar se existe a possibilidade de um acidente doméstico ter causado a morte de Henry. Mas informações exclusivas obtidas pelo jornalismo da Band apontam uma avaliação inicial já descartou essa hipótese.


“Uma criança que cai de qualquer lugar, abre a testa, machuca o lábio, enfim. Não há como dar uma pirueta de tal maneira que surjam lesões internas, não há nenhuma lesão externa”, pontuou Massini.


A polícia, que agora vai focar as investigações nos celulares apreendidos na semana passada, apura ainda a denúncia de que o vereador agrediu a filha de uma ex-namorada quando os dois estavam juntos, há oito anos. A menina, atualmente uma adolescente de 13 anos, contou em depoimento que as agressões eram frequentes.


Em uma gravação em enviada ao pai de Henry, a mãe da menina disse que se manteve em silêncio por medo.


"O que mais eu posso te falar é essa questão de você não desistir, de não se culpar, de não se martirizar, porque eu passo por isso todos os dias da minha vida. Por mais que a minha filha olhe no meu olho já disse pra mim ‘você não teve culpa, eu sei’. Não adianta, é muito ruim", disse a mãe da jovem que acusa a agressão.


“O meu filho falou várias vezes que ele não estava gostando e de que o tio machucava. Eu como pai, além de perder meu filho, tenho me cobrado todos os dias e vou levar pro pro resto da minha vida que o meu filho falou e eu não pude proteger ele melhor”, lamentou Leniel Borel.



Da Redação, com Jornal da Band e BandNews FM


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