• Áliston Meneses

Bolsonaro diz que Estados receberão vacinas de Oxford no sábado



O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta sexta-feira (22.jan) que as doses da vacina da AstraZeneca/Oxford devem ser distribuídas aos Estados no sábado (23.jan), caso cheguem hoje ao Brasil. Bolsonaro também disse que nunca houve "estremecimento" nas relações do Brasil com a China e com a Índia, países em que há negociação de compra de vacinas e insumos para fabricação de imunizantes.

"Pode ter certeza que a Aeronáutica está aí, pronta para servir ao Brasil mais uma vez. E essa vacina, se chegar hoje à noite, amanhã mesmo começa a chegar a seus destinos", declarou Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada, depois de se reunir com parlamentares da Frente Parlamentar Agropecuária.

Bolsonaro também afirmou que a discussão que tinha sobre a vacina era em relação à aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E que se houve aprovação da agência, "eu não tenho mais o que discutir, eu tenho que distribuir a vacina".

Atraso em envio de vacinas


Dois milhões de doses da Vacina de Oxford, compradas da Índia, devem chegar na tarde desta 6ª feira (22.jan). O envio vem com atraso. A chegada do lote foi anunciada pelo governo no dia 13 de janeiro, mas dificuldades para a liberação dos imunizantes junto ao país asiático retardaram a exportação das doses em mais de uma semana.


O governo também não tem conseguido a liberação do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), negociado com a China, que vai permitir a fabricação das vacinas no território brasileiro, apesar da gestão de ministros junto à diplomacia chinesa. Bolsonaro, no entanto, reforçou que não há dificuldades nas tratativas entre os países.


"Ao contrário do que se divulga, nunca houve qualquer estremecimento nas relações entre Brasil e China, entre Brasil e Índia", disse "A China precisa de nós, nós precisamos da China. E o mundo é assim. Jamais fechamos as portas para seja qual país for, estamos sempre prontos para atender os interesses nacionais e obviamente preservar aquilo que temos de mais sagrado, que é nossa soberania", declarou.


O presidente da República ainda afirmou que tem conversado com autoridades, e que os ministros também estão fazendo contatos diplomáticos, mas disse que não comenta os conteúdos. "Obviamente, eu converso com autoridades. Como estive com o embaixador da Índia semana passada. Também nossos ministros conversam com o embaixador da China, entre outras autoridades. Mas são conversas reservadas, lamento não poder divulgar a vocês."

Vacinação voluntária


Bolsonaro voltou a dizer que não há comprovação científica da eficácia dos imunizantes, mesmo com aprovações da Anvisa. E defendeu a vacinação voluntária.


"O que eu tenho observado é que ainda tem muita gente que tem preocupação com a vacina. E, deixo bem claro, ela é emergencial. Eu não posso obrigar ninguem a tomar a vacina, como um governador um tempo atrás, falou que ia obrigar. Eu não sou inconsequente a esse ponto. Ela tem que ser voluntária, afinal de contas, não está nada comprovado cientificamente com essa vacina ainda", declarou. "Pelo que tudo indica, segundo a Anvisa, ela vai ajudar que casos graves não ocorram no Brasil em quem for vacinado", completou o presidente.



Redação com SBT News

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