• Áliston Meneses

Após morte de Major Olímpio, senadores retomam pressão por CPI da covid



A morte do senador Major Olímpio por causa da covid-19 e relatos de dezenas de casos de funcionários da Casa infectados pela doença fez senadores de vários partidos retomarem a pressão para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a gestão do governo federal na pandemia. A maioria dos senadores que defendem a apuração dizem que o presidente Rodrigo Pacheco não tem mais como "segurar" a instalação da CPI e que esse é o direito assegurado pela minoria.


O senador Renan Calheiros (MDB-AL) lembrou que quando foi presidente instalou várias comissões mesmo quando os líderes se recusavam a indicar os integrantes para a comissão - nestas ocasiões, Calheiros fez ele mesmo as indicações. Os parlamentares ficaram ainda mais irritados depois que o presidente Jair Bolsonaro disse que a Advocacia-Geral da União (AGU) vai ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra decretos de governadores.


Na semana que vem, deve ser realizada uma reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara, Arthur Lira, do Senado, Rodrigo Pacheco, e do STF, Luiz Fux, para discutir um plano conjunto de ações para enfrentar o pior momento de combate à Covid no país. Os parlamentares reclamam, no entanto, que Bolsonaro já deu diversas demonstrações de que não vai mudar a sua postura. Os senadores entendem que já deram muitas chances para o governo e que o Planalto as desperdiçou.


Os parlamentares dizem que não adianta mais um plano de contingência e que com mais de 2 mil mortes diárias é preciso apurar os responsáveis pela disparada no número de casos e mortes.


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) conseguiu no início de fevereiro 30 assinaturas para a abertura da CPI da covid-19, excedendo o mínimo exigido de 1/3 do total de 81 senadores. No documento para a criação da comissão, Randolfe sustenta que a gestão de Jair Bolsonaro foi "omissa" em relação ao colapso da Saúde no Amazonas e destacou a ação do Poder Executivo para impedir que fossem adotadas as medidas de isolamento social nos Estados.





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