• Áliston Meneses

Adolescente suspeito de matar a mãe, o irmão e ferir o pai em Patos será internado provisoriamente


Suspeito de matar a mãe, o irmão e ferir o pai, em Patos, o adolescente de 13 anos será levado para o Centro Socioeducativo de Sousa, também no Sertão da Paraíba. O menino será internado provisoriamente por 45 dias, após decisão judicial.


O crime aconteceu no sábado (19), na casa da família, no bairro Jardim Guanabara. O jovem é suspeito de matar a mãe e o irmão mais novo, de 7 anos. Já o pai, um policial militar aposentado, foi encontrado com um tiro no tórax e levado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande.


De acordo com informações da assessoria da unidade de saúde, o Policial Militar continua na área vermelha e seu estado de saúde é grave, mas estável. Segundo o diretor do hospital, Sebastião Vianna, a bala atingiu a medula do policial e um boletim aprofundado deve ser emitido nos próximos dias.


O crime

De acordo com o delegado Renato Leite, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) da cidade de Patos, afirmou que o garoto contou, em depoimento, que o pai teria saído para comprar um remédio para a esposa que estaria com dor de dente. O menor teria aproveitado para ir até o escritório do pai em busca da arma que estava no armário, em seguida foi até o quarto onde a mãe estava deitada e atirou na cabeça dela.


O irmão mais novo, ao ouvir o disparo, correu para ver o que estava acontecendo e iniciou uma discussão com o mais velho. O pai voltou à residência e tentou convencer o filho a largar a arma, mas teria sido atingido nesse momento. Ao cair ferido, a criança se abraçou com o pai e então sofreu um tiro nas cotas.


O garoto ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, para a polícia, disse que a casa teria sido invadida e a família assaltada. O delegado também informou que o jovem aparentou preocupação quando soube que o seu pai não tinha morrido.


Motivação

Para a polícia, o adolescente contou que cometeu o crime porque seus pais o estariam impedindo de jogar jogos online. Ele também disse que os pais o estavam pressionando por estar tirando novas baixas na escola. O delegado contou que o menino se sentia pressionado quando pedido para fazer algumas tarefas do dia-a-dia como arrumar uma cama, enxugar uma louça, ou coisas do tipo. A “gota d’água” teria sido o fato do pai ter tirado o celular dele.



Portal Paraíba


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